Lucas Nogueira – Urologia Oncológica • Cirurgia Robótica
Dr. Lucas Nogueira • Uro-Oncologia e Cirurgia Robótica

Cirurgia robótica

A forma mais precisa de operar o câncer urológico: cortes mínimos, visão em 3D ampliada e instrumentos que reproduzem os movimentos do cirurgião com mais liberdade do que a própria mão. Para o paciente, menos dor, menos sangramento e retorno mais rápido à rotina.

É o robô que opera?
Não. O cirurgião opera do início ao fimO robô não faz nenhum movimento sozinho; ele reproduz, com mais precisão, o que o cirurgião faz no console.
Onde é usada
Próstata, rim, bexiga e maisHoje é a via preferida para a prostatectomia e para a cirurgia parcial do rim.
Certificação
Internacional, desde 2017Treinamento e certificação pela Intuitive Surgical (EUA), fabricante do sistema da Vinci.
O que é

Cirurgia minimamente invasiva, com mais precisão

A cirurgia robótica é uma evolução da cirurgia laparoscópica. Em vez de um grande corte, são feitas quatro a seis pequenas incisões, de menos de um centímetro, por onde entram uma câmera e instrumentos finos. A diferença está em como esses instrumentos são controlados.

O cirurgião fica sentado em um console, a poucos metros do paciente, vendo o campo operatório em três dimensões e com ampliação de até dez vezes. Seus movimentos de mão e dedos são transmitidos aos braços do robô, que os reproduzem em escala reduzida, sem tremor e com punhos articulados que giram mais do que a mão humana. Isso permite suturar e dissecar em espaços profundos e estreitos, como a pelve, com um controle que a cirurgia aberta e a laparoscopia convencional não oferecem.

No câncer urológico, isso se traduz em algo concreto: preservar com mais segurança estruturas delicadas, como os nervos da ereção e o esfíncter urinário na cirurgia da próstata, ou o tecido saudável do rim na retirada de um tumor renal.

Vantagens

O que muda para o paciente

Incisões pequenasQuatro a seis cortes de menos de 1 cm, com cicatrizes discretas.

Menos sangramentoMenor perda de sangue e menor chance de transfusão.

Menos dorMenor necessidade de analgésicos no pós-operatório.

Internação mais curtaEm geral, alta em 1 a 2 dias na maioria das cirurgias.

Recuperação mais rápidaRetorno às atividades do dia a dia em poucas semanas.

Mais precisãoVisão 3D ampliada e instrumentos articulados para preservar nervos, esfíncter e tecido saudável.

Os resultados oncológicos (chance de cura) da cirurgia robótica são equivalentes aos da cirurgia aberta feita por cirurgião experiente. A vantagem está na recuperação e na preservação de função.

Quais cirurgias

Onde a robótica faz diferença

Câncer de próstata

Prostatectomia radical robótica

Retirada da próstata com preservação dos nervos da ereção e do esfíncter urinário sempre que o tumor permite. É a cirurgia robótica mais realizada no mundo.

Câncer de rim

Nefrectomia parcial robótica

Retirada apenas do tumor, preservando o restante do rim. A precisão do robô reduz o tempo em que o fluxo de sangue ao rim fica interrompido, protegendo a função renal.

Câncer de bexiga

Cistectomia radical robótica

Retirada da bexiga e dos gânglios, com reconstrução do trânsito urinário (neobexiga ou conduto) feita também por via minimamente invasiva.

Gânglios

Linfadenectomia

Retirada ampliada dos gânglios da pelve ou do retroperitônio, no câncer de próstata, bexiga, pênis e testículo.

Vias urinárias

Tumores de ureter e pelve renal

Nefroureterectomia e reconstruções do trato urinário superior.

Doenças benignas

Outras indicações

Pieloplastia (estreitamento da junção do rim com o ureter), adrenalectomia e cirurgias reconstrutivas.

Passo a passo

O que esperar

  1. Antes da cirurgia

    Consulta de planejamento, exames pré-operatórios e avaliação com o anestesista. Você recebe orientações sobre jejum, medicamentos e o que levar.

  2. No dia

    A cirurgia é feita sob anestesia geral. O cirurgião faz as pequenas incisões, acopla os braços do robô e opera a partir do console, com a equipe ao lado do paciente durante todo o procedimento.

  3. Internação

    Na maioria dos casos, 1 a 2 dias. Você caminha no mesmo dia ou no dia seguinte, e a dor é controlada com analgésicos comuns.

  4. Recuperação

    Atividades leves em poucos dias; trabalho e exercícios em 2 a 4 semanas, conforme a cirurgia. Na prostatectomia, a sonda urinária fica por cerca de uma semana.

  5. Acompanhamento

    Retornos regulares e exames de controle, conforme o tipo de tumor.

Onde opera

Hospitais com plataforma robótica

Coordenador de cirurgia robótica

Biocor Instituto

Nova Lima (Vila da Serra). O Dr. Lucas Nogueira coordena o programa de cirurgia robótica e também atende em consultório no hospital.

Belo Horizonte

Hospital Madre Teresa

Belo Horizonte

Hospital Mater Dei

Nova Lima

Hospital Vila da Serra

Outras cidades

São Paulo

De acordo com a preferência do paciente, a cirurgia pode ser realizada em São Paulo.

A cirurgia robótica chegou a Belo Horizonte em 2016 e hoje a cidade conta com plataformas em vários hospitais, incluindo o modelo da Vinci Xi, o mais avançado em uso. Nos Estados Unidos, o robô já é a via mais utilizada para operar câncer de próstata e rim, e o Brasil segue o mesmo caminho.

Para operar com o robô, o cirurgião passa por treinamento específico e certificação internacional. O Dr. Lucas Nogueira é certificado pela Intuitive Surgical desde 2017, coordena o programa de cirurgia robótica do Biocor e mantém atualização contínua em técnicas robóticas de próstata e rim em centros como a Universidade da Califórnia (UCSF) e Harvard.

Pesquisa

Ciência por trás da técnica

Além de operar, o Dr. Lucas Nogueira publica sobre cirurgia robótica em revistas internacionais e é autor de capítulos nos principais livros brasileiros sobre o tema. Alguns trabalhos selecionados:

Consenso brasileiro • 2023

Nefrectomia parcial robótica

Recommendations and optimal approaches to robotic-assisted partial nephrectomy: a consensus of Brazilian experts. Frontiers in Urology, 2023.

Artigo • 2017

Resultados da nefrectomia parcial robótica

Nephrometry scores and perioperative outcomes following robotic partial nephrectomy. International Braz J Urol, 2017, com o grupo do Memorial Sloan Kettering.

Artigo • 2010

Linfadenectomia estendida na prostatectomia robótica

Extended pelvic lymph node dissection in robotic-assisted radical prostatectomy: surgical technique and initial experience. Urology, 2010.

Artigo • 2010

Gânglios na prostatectomia robótica

Lymph node dissection during robotic-assisted laparoscopic prostatectomy. BJU International, 2010.

Livros • 2022 e 2025

Capítulos sobre robótica

Cirurgia Robótica: Princípios e Fundamentos (2022): vigilância ativa e robótica no câncer de próstata; linfadenectomia pélvica estendida; história da cistectomia. Cirurgia Robótica em Urologia no Brasil (SBU, 2025): o futuro da cirurgia robótica no Brasil e as novas plataformas.

Perguntas frequentes

O que os pacientes mais perguntam

É o robô que faz a cirurgia?

Não. O robô não tem nenhuma autonomia. Cada movimento é feito pelo cirurgião, no console, em tempo real. O robô apenas reproduz esses movimentos com mais precisão e estabilidade.

A cirurgia robótica cura mais do que a aberta?

A chance de cura é equivalente, desde que a cirurgia seja feita por um cirurgião experiente. A vantagem da robótica está na recuperação mais rápida, no menor sangramento e na maior preservação de função.

Todo paciente pode ser operado pelo robô?

A maioria, sim. Cirurgias abdominais prévias extensas, alguns problemas cardíacos ou pulmonares e tumores muito avançados podem indicar outra via. Isso é avaliado na consulta.

Os convênios cobrem?

A cobertura varia entre operadoras e planos. Nossa equipe orienta sobre a autorização e as opções em cada hospital.

Quanto tempo demora a cirurgia?

Em geral, entre 2 e 4 horas, dependendo do procedimento. Parte desse tempo é o preparo e o acoplamento do robô.

Atendimento

Consulte o Dr. Lucas Nogueira

Consulta presencial em Belo Horizonte, Nova Lima e Itaúna, ou por telemedicina para segunda opinião e planejamento da cirurgia robótica.

Conteúdo informativo, escrito pelo Dr. Lucas Nogueira com base nas diretrizes da Sociedade Brasileira de Urologia, da European Association of Urology e da American Urological Association. Não substitui a consulta médica. Revisado em setembro de 2026.