Prostatectomia radical robótica
Retirada da próstata com preservação dos nervos da ereção e do esfíncter urinário sempre que o tumor permite. É a cirurgia robótica mais realizada no mundo.
A forma mais precisa de operar o câncer urológico: cortes mínimos, visão em 3D ampliada e instrumentos que reproduzem os movimentos do cirurgião com mais liberdade do que a própria mão. Para o paciente, menos dor, menos sangramento e retorno mais rápido à rotina.
A cirurgia robótica é uma evolução da cirurgia laparoscópica. Em vez de um grande corte, são feitas quatro a seis pequenas incisões, de menos de um centímetro, por onde entram uma câmera e instrumentos finos. A diferença está em como esses instrumentos são controlados.
O cirurgião fica sentado em um console, a poucos metros do paciente, vendo o campo operatório em três dimensões e com ampliação de até dez vezes. Seus movimentos de mão e dedos são transmitidos aos braços do robô, que os reproduzem em escala reduzida, sem tremor e com punhos articulados que giram mais do que a mão humana. Isso permite suturar e dissecar em espaços profundos e estreitos, como a pelve, com um controle que a cirurgia aberta e a laparoscopia convencional não oferecem.
No câncer urológico, isso se traduz em algo concreto: preservar com mais segurança estruturas delicadas, como os nervos da ereção e o esfíncter urinário na cirurgia da próstata, ou o tecido saudável do rim na retirada de um tumor renal.
Incisões pequenasQuatro a seis cortes de menos de 1 cm, com cicatrizes discretas.
Menos sangramentoMenor perda de sangue e menor chance de transfusão.
Menos dorMenor necessidade de analgésicos no pós-operatório.
Internação mais curtaEm geral, alta em 1 a 2 dias na maioria das cirurgias.
Recuperação mais rápidaRetorno às atividades do dia a dia em poucas semanas.
Mais precisãoVisão 3D ampliada e instrumentos articulados para preservar nervos, esfíncter e tecido saudável.
Os resultados oncológicos (chance de cura) da cirurgia robótica são equivalentes aos da cirurgia aberta feita por cirurgião experiente. A vantagem está na recuperação e na preservação de função.
Retirada da próstata com preservação dos nervos da ereção e do esfíncter urinário sempre que o tumor permite. É a cirurgia robótica mais realizada no mundo.
Retirada apenas do tumor, preservando o restante do rim. A precisão do robô reduz o tempo em que o fluxo de sangue ao rim fica interrompido, protegendo a função renal.
Retirada da bexiga e dos gânglios, com reconstrução do trânsito urinário (neobexiga ou conduto) feita também por via minimamente invasiva.
Retirada ampliada dos gânglios da pelve ou do retroperitônio, no câncer de próstata, bexiga, pênis e testículo.
Nefroureterectomia e reconstruções do trato urinário superior.
Pieloplastia (estreitamento da junção do rim com o ureter), adrenalectomia e cirurgias reconstrutivas.
Consulta de planejamento, exames pré-operatórios e avaliação com o anestesista. Você recebe orientações sobre jejum, medicamentos e o que levar.
A cirurgia é feita sob anestesia geral. O cirurgião faz as pequenas incisões, acopla os braços do robô e opera a partir do console, com a equipe ao lado do paciente durante todo o procedimento.
Na maioria dos casos, 1 a 2 dias. Você caminha no mesmo dia ou no dia seguinte, e a dor é controlada com analgésicos comuns.
Atividades leves em poucos dias; trabalho e exercícios em 2 a 4 semanas, conforme a cirurgia. Na prostatectomia, a sonda urinária fica por cerca de uma semana.
Retornos regulares e exames de controle, conforme o tipo de tumor.
Nova Lima (Vila da Serra). O Dr. Lucas Nogueira coordena o programa de cirurgia robótica e também atende em consultório no hospital.
De acordo com a preferência do paciente, a cirurgia pode ser realizada em São Paulo.
A cirurgia robótica chegou a Belo Horizonte em 2016 e hoje a cidade conta com plataformas em vários hospitais, incluindo o modelo da Vinci Xi, o mais avançado em uso. Nos Estados Unidos, o robô já é a via mais utilizada para operar câncer de próstata e rim, e o Brasil segue o mesmo caminho.
Para operar com o robô, o cirurgião passa por treinamento específico e certificação internacional. O Dr. Lucas Nogueira é certificado pela Intuitive Surgical desde 2017, coordena o programa de cirurgia robótica do Biocor e mantém atualização contínua em técnicas robóticas de próstata e rim em centros como a Universidade da Califórnia (UCSF) e Harvard.
Além de operar, o Dr. Lucas Nogueira publica sobre cirurgia robótica em revistas internacionais e é autor de capítulos nos principais livros brasileiros sobre o tema. Alguns trabalhos selecionados:
Recommendations and optimal approaches to robotic-assisted partial nephrectomy: a consensus of Brazilian experts. Frontiers in Urology, 2023.
Nephrometry scores and perioperative outcomes following robotic partial nephrectomy. International Braz J Urol, 2017, com o grupo do Memorial Sloan Kettering.
Extended pelvic lymph node dissection in robotic-assisted radical prostatectomy: surgical technique and initial experience. Urology, 2010.
Lymph node dissection during robotic-assisted laparoscopic prostatectomy. BJU International, 2010.
Cirurgia Robótica: Princípios e Fundamentos (2022): vigilância ativa e robótica no câncer de próstata; linfadenectomia pélvica estendida; história da cistectomia. Cirurgia Robótica em Urologia no Brasil (SBU, 2025): o futuro da cirurgia robótica no Brasil e as novas plataformas.
Não. O robô não tem nenhuma autonomia. Cada movimento é feito pelo cirurgião, no console, em tempo real. O robô apenas reproduz esses movimentos com mais precisão e estabilidade.
A chance de cura é equivalente, desde que a cirurgia seja feita por um cirurgião experiente. A vantagem da robótica está na recuperação mais rápida, no menor sangramento e na maior preservação de função.
A maioria, sim. Cirurgias abdominais prévias extensas, alguns problemas cardíacos ou pulmonares e tumores muito avançados podem indicar outra via. Isso é avaliado na consulta.
A cobertura varia entre operadoras e planos. Nossa equipe orienta sobre a autorização e as opções em cada hospital.
Em geral, entre 2 e 4 horas, dependendo do procedimento. Parte desse tempo é o preparo e o acoplamento do robô.
Consulta presencial em Belo Horizonte, Nova Lima e Itaúna, ou por telemedicina para segunda opinião e planejamento da cirurgia robótica.
Conteúdo informativo, escrito pelo Dr. Lucas Nogueira com base nas diretrizes da Sociedade Brasileira de Urologia, da European Association of Urology e da American Urological Association. Não substitui a consulta médica. Revisado em setembro de 2026.