Lucas Nogueira – Urologia Oncológica • Cirurgia Robótica
Uro-oncologia/Câncer de Testículo

Câncer de Testículo

O tumor mais comum em homens jovens e um dos mais curáveis que existem. O autoexame leva um minuto e faz toda a diferença.

Quem tem mais risco
Homens de 15 a 40 anosÉ o tumor mais comum nessa faixa etária.
Sinal de alerta
Caroço endurecido e indolorOu testículo que aumentou de tamanho ou ficou mais pesado.
Chance de cura
Acima de 95%Inclusive em muitos casos em que a doença já se espalhou.
O que é

Raro, mas altamente curável

O câncer de testículo é raro, mas é o tumor mais comum em homens jovens, entre 15 e 40 anos. É também um dos cânceres com maior chance de cura: mais de 95% dos pacientes ficam curados, inclusive muitos dos que já têm a doença espalhada no momento do diagnóstico. Quanto mais cedo for descoberto, mais simples é o tratamento.

Pancadas e traumas na bolsa escrotal não causam câncer; eles apenas costumam ser o momento em que o homem percebe um nódulo que já existia.

Sinais de alerta e autoexame

Um minuto por mês

  • Caroço endurecido e indolor no testículoO sinal mais comum.
  • Testículo que aumentou de tamanho ou ficou mais pesado
  • Dor surda na parte baixa do abdômen ou na virilha
  • Aumento ou sensibilidade das mamas
Diagnóstico

Como se confirma

  1. Ultrassonografia da bolsa escrotal

    Rápida, indolor e muito precisa para diferenciar um tumor de cistos, infecções ou varizes.

  2. Marcadores tumorais no sangue

    Alfa-fetoproteína, beta-hCG e DHL são substâncias produzidas por alguns tumores. Ajudam no diagnóstico, na definição do tipo e no acompanhamento.

  3. Tomografia de abdômen e tórax

    Verifica se a doença se espalhou, o que acontece primeiro para os gânglios do fundo do abdômen.

  4. Sem biópsia pelo escroto

    Diferente de outros tumores, não se faz biópsia pelo escroto, porque isso poderia espalhar células do tumor. O diagnóstico definitivo é feito pela própria cirurgia.

Tratamento

Cirurgia primeiro, depois conforme o tipo

Primeiro passo

Orquiectomia radical

Retirada do testículo por um pequeno corte na virilha, sob anestesia, em regime de curta internação. O exame do tumor no microscópio define o tipo (seminoma ou não seminoma) e orienta o restante do tratamento. Uma prótese de silicone pode ser colocada na mesma cirurgia, se o paciente desejar.

Antes da cirurgia

Preservação da fertilidade

Recomenda-se congelar sêmen em um banco especializado, principalmente se houver chance de quimioterapia. É uma conversa que faz parte do planejamento.

Doença restrita ao testículo

Vigilância

Muitas vezes basta acompanhar com exames periódicos. Muitos pacientes são curados apenas com a cirurgia e o acompanhamento.

Risco maior ou doença fora do testículo

Quimioterapia

Muito eficaz nesse tumor. Em alguns casos, uma cirurgia para retirar os gânglios do abdômen (linfadenectomia retroperitoneal) complementa o tratamento. A radioterapia é usada com menos frequência do que no passado.

Depois do tratamento

Vida normal

Com um testículo saudável, a produção de hormônios, a função sexual e a fertilidade em geral se mantêm. O acompanhamento segue por alguns anos, e a chance de a doença voltar depois de cinco anos é muito baixa.

Perguntas frequentes

O que os pacientes mais perguntam

Senti um caroço. Pode ser outra coisa?

Sim, e muitas vezes é: cistos, varicocele e inflamação são mais comuns. Mas só o exame e a ultrassonografia diferenciam, e não vale esperar para ver se some.

Vou perder a virilidade?

Não. Um testículo é suficiente para produzir testosterona e espermatozoides normalmente.

Preciso mesmo fazer quimioterapia?

Depende do tipo e do estágio. Muitos pacientes são curados apenas com a cirurgia e o acompanhamento.

Atendimento

Consulte o Dr. Lucas Nogueira

Consulta presencial em Belo Horizonte, Nova Lima e Itaúna, ou por telemedicina para segunda opinião e planejamento cirúrgico.

Conteúdo informativo, escrito pelo Dr. Lucas Nogueira com base nas diretrizes da Sociedade Brasileira de Urologia, da European Association of Urology e da American Urological Association. Não substitui a consulta médica. Revisado em setembro de 2026.