Vigilância ativa
Nódulos em geral até 4 cm crescem devagar e raramente se espalham. Em pacientes mais idosos ou com outras doenças, acompanhar com exames de imagem periódicos pode ser mais seguro do que operar.
Hoje a maioria dos tumores de rim é descoberta por acaso, ainda pequena. Saiba como o tratamento evoluiu para preservar o rim e o que fazer quando um nódulo aparece em um exame.
Os rins filtram o sangue e produzem a urina. O câncer de rim mais comum é o carcinoma de células renais, que nasce nos túbulos que fazem essa filtragem. É mais frequente entre os 55 e os 75 anos e um pouco mais comum em homens.
Nos últimos anos, o número de diagnósticos cresceu, e isso tem um lado bom: a maioria dos tumores hoje é descoberta por acaso, ainda pequena, em exames de imagem feitos por outros motivos. Nessa fase, a chance de cura com cirurgia passa de 90%.
Diferente da maioria dos tumores, o câncer de rim costuma ser diagnosticado pela imagem: a aparência do nódulo é característica. Os exames mostram o tamanho, se o tumor está restrito ao rim e como está o outro rim.
Reservada para casos em que o resultado mudaria a decisão, por exemplo antes de optar por acompanhar um nódulo pequeno ou por uma ablação.
Tomografia de tórax e, em alguns casos, outros exames verificam se a doença se espalhou.
A cirurgia é o principal tratamento, e a regra atual é retirar o tumor preservando o máximo de rim saudável. O câncer de rim não responde à quimioterapia tradicional nem à radioterapia convencional, por isso a estratégia é diferente da de outros tumores.
Nódulos em geral até 4 cm crescem devagar e raramente se espalham. Em pacientes mais idosos ou com outras doenças, acompanhar com exames de imagem periódicos pode ser mais seguro do que operar.
Retira apenas o tumor com uma pequena margem, mantendo o restante do rim funcionando. A cirurgia robótica tornou essa operação mais precisa e segura, com menor tempo de interrupção do fluxo de sangue ao rim.
Destrói o tumor pelo calor (radiofrequência ou micro-ondas) ou pelo frio (crioablação) com uma agulha guiada por imagem. Indicada para tumores pequenos em pacientes que não podem ou não querem ser operados.
Retirada de todo o rim, reservada para tumores grandes ou em posição que não permite preservar o órgão. É possível viver normalmente com um rim.
Em tumores de maior risco de retorno, o pembrolizumabe por cerca de um ano reduz a chance de a doença voltar. O acompanhamento com imagem segue por anos.
Medicamentos que atuam nos vasos do tumor, combinados com imunoterapia, produzem respostas duradouras em uma parcela importante dos pacientes. A cirurgia do rim ou das metástases pode ser indicada em situações selecionadas, em equipe com o oncologista.
Nem sempre. O tamanho, a aparência e a sua saúde geral definem se o melhor é operar, fazer ablação ou apenas acompanhar.
Raramente. A cirurgia parcial preserva a função renal, e mesmo com um rim só a maioria das pessoas mantém função normal.
Não. O câncer de rim não responde à quimioterapia; quando há necessidade de tratamento com medicamentos, usa-se imunoterapia e terapias-alvo.
Consulta presencial em Belo Horizonte, Nova Lima e Itaúna, ou por telemedicina para segunda opinião e planejamento cirúrgico.
Conteúdo informativo, escrito pelo Dr. Lucas Nogueira com base nas diretrizes da Sociedade Brasileira de Urologia, da European Association of Urology e da American Urological Association. Não substitui a consulta médica. Revisado em setembro de 2026.