Higiene
Lavar com água e sabonete, expondo a glande, desde a infância.
Um câncer que pode ser evitado com higiene, cirurgia de fimose e vacina, e que tem cura quando tratado cedo. O maior risco é a demora em procurar o médico.
O câncer de pênis é raro na maior parte do mundo, mas o Brasil está entre os países com maior número de casos, sobretudo nas regiões Norte e Nordeste. Quase todos são do tipo carcinoma espinocelular, que começa na pele da glande (cabeça do pênis) ou do prepúcio.
Descoberto cedo, tem alta chance de cura com tratamentos que preservam o órgão. O maior problema é a demora: por vergonha ou medo, muitos homens chegam ao médico meses depois do aparecimento da lesão.
Lavar com água e sabonete, expondo a glande, desde a infância.
A postectomia (circuncisão) é rápida, feita sem internação, e praticamente elimina o risco quando realizada cedo.
Para meninos e meninas de 9 a 14 anos, e recomendada também para adultos em situações específicas. Protege contra o câncer de pênis, de ânus e de garganta, além das verrugas genitais.
O preservativo reduz a transmissão do HPV; o cigarro é fator de risco independente.
Procedimento simples, com anestesia local. Quando há fimose, a postectomia pode ser ao mesmo tempo o exame e o início do tratamento.
Ultrassonografia ou ressonância do pênis e tomografia avaliam a profundidade do tumor e os gânglios da virilha, o primeiro lugar para onde a doença se espalha.
O objetivo é curar a doença preservando ao máximo o pênis, sua função e sua aparência. Quanto menor o tumor, mais conservador pode ser o tratamento.
Pomadas com quimioterápico ou imunomodulador, laser, ou retirada apenas da lesão com margem de segurança. A postectomia resolve os tumores restritos ao prepúcio.
Retirada da pele da glande ou da glande inteira, com reconstrução por enxerto, mantendo o comprimento do pênis e a capacidade de urinar em pé e de ter relações.
Preservando o máximo possível. A amputação total é hoje exceção, reservada aos casos muito avançados, e mesmo nela há técnicas de reconstrução.
Em tumores de risco intermediário ou alto, mesmo sem ínguas palpáveis, faz-se a biópsia do linfonodo sentinela ou a retirada dos gânglios (linfadenectomia inguinal), hoje por técnicas minimamente invasivas com menos complicações.
Quimioterapia antes da cirurgia para reduzir os gânglios, radioterapia e, em estudos, imunoterapia. O tratamento é planejado em equipe.
Pode, e é o mais provável. Mas uma ferida que não fecha em poucas semanas precisa ser vista por um médico, e às vezes biopsiada.
Na maioria dos casos tratados cedo, não. As técnicas conservadoras preservam a função sexual e urinária.
Pode, mas é muito mais raro. A higiene e a vacina contra o HPV continuam importantes.
Consulta presencial em Belo Horizonte, Nova Lima e Itaúna, ou por telemedicina para segunda opinião e planejamento cirúrgico.
Conteúdo informativo, escrito pelo Dr. Lucas Nogueira com base nas diretrizes da Sociedade Brasileira de Urologia, da European Association of Urology e da American Urological Association. Não substitui a consulta médica. Revisado em setembro de 2026.