Lucas Nogueira – Urologia Oncológica • Cirurgia Robótica
Uro-oncologia/Câncer de Próstata

Câncer de Próstata

O tumor mais comum entre os homens brasileiros e, ao mesmo tempo, um dos mais curáveis quando descoberto cedo. O que você precisa saber sobre prevenção, diagnóstico e as opções de tratamento.

Quem tem mais risco
Homens a partir dos 50 anosAos 45 se for negro ou tiver pai ou irmão com a doença.
Sinal de alerta
Na fase inicial, nenhumPor isso o exame preventivo existe: PSA no sangue e toque retal.
Chance de cura
Muito alta quando descoberto cedoE, na doença avançada, tratamentos que permitem viver bem por anos.
O que é

Uma glândula do tamanho de uma noz

A próstata fica logo abaixo da bexiga, na frente do reto, e produz parte do líquido que compõe o sêmen. A uretra, o canal por onde a urina sai, passa por dentro dela. Por isso, problemas na próstata costumam se manifestar como dificuldade para urinar.

O câncer de próstata é o tumor mais comum entre os homens brasileiros, depois do câncer de pele. O INCA estima cerca de 72 mil novos casos por ano no Brasil. Descoberto cedo, ele tem cura na grande maioria dos casos.

Sinais de alerta

O silêncio da fase inicial

  • Jato de urina fraco, esforço para urinar ou vontade frequente, inclusive à noiteOs mesmos sintomas do crescimento benigno da próstata, que é muito mais comum.
  • Sangue na urina ou no sêmen
  • Dor persistente nos ossosPrincipalmente coluna, quadril e costelas, nas fases avançadas.
Exame preventivo

Quando começar e o que é feito

A partir dos 50 anos

Quando começar

A Sociedade Brasileira de Urologia recomenda conversar com o urologista sobre o exame preventivo a partir dos 50 anos. Quem é negro ou tem parente de primeiro grau com a doença deve começar aos 45.

Exame de sangue

PSA

Um PSA alto não significa câncer: infecção, crescimento benigno e até andar de bicicleta podem elevá-lo. Mas ele orienta os próximos passos.

Poucos segundos

Toque retal

Permite sentir nódulos ou endurecimentos. Alguns tumores agressivos produzem pouco PSA e só são percebidos pelo toque. É apenas um exame médico, como qualquer outro.

Diagnóstico

Como se confirma

  1. Ressonância magnética multiparamétrica

    Hoje é pedida antes da biópsia. Mostra se há áreas suspeitas e onde estão, evitando biópsias desnecessárias.

  2. Biópsia guiada por fusão de imagens

    Quando necessária, as agulhas são direcionadas ao ponto que a ressonância apontou. A biópsia confirma o diagnóstico e informa o grau do tumor (escala de Gleason, resumida em grupos de 1 a 5).

  3. Classificação de risco

    PSA, grau e extensão da doença nas imagens classificam o câncer em risco baixo, intermediário ou alto. É essa classificação que orienta o tratamento.

  4. PET-PSMA

    Nos casos de maior risco, um exame de imagem muito sensível ajuda a verificar se a doença saiu da próstata.

Tratamento

Uma decisão compartilhada

Não existe um único tratamento certo. A escolha depende do risco do tumor, da sua idade e saúde geral, e das suas prioridades quanto a efeitos colaterais. O papel do urologista é apresentar as opções com clareza para que a decisão seja tomada em conjunto.

Baixo risco

Vigilância ativa

Muitos tumores de baixo risco crescem tão devagar que não precisam ser tratados de imediato. Acompanha-se com PSA, ressonância e, às vezes, nova biópsia. O tratamento só é feito se o tumor mudar de comportamento.

Doença localizada

Cirurgia robótica

A prostatectomia radical retira toda a próstata. Feita pelo robô, permite maior precisão, menos sangramento e recuperação mais rápida, preservando os nervos da ereção e a continência sempre que o tumor permite.

Doença localizada

Radioterapia

Destrói o tumor com radiação, sem cirurgia. Pode ser externa (sessões diárias por algumas semanas) ou interna (braquiterapia), às vezes combinada com bloqueio hormonal por alguns meses.

Pacientes selecionados

Terapia focal

Trata apenas a área do tumor, preservando o restante da próstata e reduzindo os efeitos sobre a ereção e a continência. É uma área de pesquisa do Dr. Lucas Nogueira.

PSA que volta a subir

Tratamento de resgate

Nem sempre significa doença grave. O PET-PSMA localiza onde ela está, e há opções de radioterapia de resgate, tratamento dirigido às metástases ou bloqueio hormonal.

Doença avançada

Tratamento hormonal e novas drogas

O câncer de próstata depende da testosterona. Injeções ou comprimidos reduzem esse hormônio e, combinados com medicamentos mais novos (abiraterona, enzalutamida, apalutamida, darolutamida), quimioterapia, terapias-alvo e lutécio-PSMA, tornaram a doença metastática uma condição crônica, com boa qualidade de vida.

Perguntas frequentes

O que os pacientes mais perguntam

Vou ficar impotente ou incontinente depois da cirurgia?

A maioria dos homens recupera o controle da urina em poucas semanas a meses. A ereção depende da preservação dos nervos, da idade e da função antes da cirurgia; há tratamentos eficazes para a reabilitação. O risco de cada caso é discutido antes de decidir.

PSA alto é sempre câncer?

Não. A maioria dos PSAs alterados não é câncer. A ressonância ajuda a separar quem precisa de biópsia de quem só precisa de acompanhamento.

Posso esperar antes de tratar?

Nos tumores de baixo risco, sim, com segurança, desde que o acompanhamento seja feito corretamente.

O toque retal ainda é necessário se o PSA está normal?

Sim. Alguns tumores mais agressivos produzem pouco PSA e só são percebidos pelo toque. Os dois exames se complementam.

Atendimento

Consulte o Dr. Lucas Nogueira

Consulta presencial em Belo Horizonte, Nova Lima e Itaúna, ou por telemedicina para segunda opinião e planejamento cirúrgico.

Conteúdo informativo, escrito pelo Dr. Lucas Nogueira com base nas diretrizes da Sociedade Brasileira de Urologia, da European Association of Urology e da American Urological Association. Não substitui a consulta médica. Revisado em setembro de 2026.